"Nós temos que separar o que é privilégio e prerrogativa da Comissão Parlamentar de Inquérito. As CPI´s têm um papel da maior relevância. É claro que nenhum governo gosta dela, em especial, esta administração que viveu suas maiores crises. Cabe à CPI puxar o fio da meada e, com isso, cumprir um papel de importância. Ela é um encontro de forças políticas que se contrapõem no Congresso Nacional. No momento em que o governo se preocupa em estabelecer restrições à CPI, ele está querendo, na verdade, abafar as investigações e isso é uma demonstração de interferência muito arriscada". (Sobre a tentativa do Ministério da Justiça de incluir entre os projetos da reforma do Judiciário uma proposta para limitar a atuação das Comissões Parlamentares de Inquérito)
escrito por GUSTAVO FRUET, Deputado Federal (PR) às 17:03
"Espero que o depoimento desta quarta-feira do diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Paulo Lacerda, possa colaborar para o principal propósito da CPI das Escutas Telefônicas Clandestinas: estabelecer regras muito claras para o grampo no Brasil. Queremos que o cidadão possa ter mais tranqüilidade e saiba sobre a existência das escutas para acabar com o crime organizado, por exemplo. Mas, ao mesmo tempo, é preciso ter privacidade e saber que estaremos resguardados pela Constituição Federal." (Sobre a expectativa do depoimento do diretor-geral da Abin, Paulo Lacerda, marcado para esta quarta-feira, na CPI das Escutas Telefônicas)
escrito por VANDERLEI MACRIS, Deputado Federal (SP) às 16:33
"Depois da descoberta de novos poços de petróleo pela Petrobras, o presidente Lula lançou a idéia de criar outra estatal para administrar as imensas reservas de petróleo do pré-sal. A manobra mais se assemelha com um golpe, atingindo todos aqueles que investiram em ações da Petrobras nos últimos anos. O previsível é que após algumas semanas de muita confusão, Lula vai se lembrar do embroglio do gado na Amazônia e descobrir que também não dá para interferir no mercado de ações, através da canetada." (Sobre os estudos do governo para explorar petróleo no pré-sal)
escrito por ROBERTO ROCHA, Deputado Federal (MA) às 13:05
"O Brasil precisa buscar outros caminhos para expandir seu mercado exterior. Estou convencido que o caminho é não ficar contando com a miragem sobre o estabelecimento de acordos pela Organização Mundial do Comércio (OMC). Precisamos buscar parceiros comerciais, acordos bilaterais de livre comércio, como nós fizemos com a Argentina. Temos que começar com nossos vizinhos. Por exemplo, o México tem mais de cem acordos bilaterais de comércio. Não devemos ficar mais sonhando com acordo mundial de comércio. Afinal, sabemos que há resistência dos países desenvolvidos. Os americanos têm US$ 58 bilhões de dólares de subsídios por ano e a Europa também. Eu afirmaria que parte da crise mundial se deve a esta situação. Hoje nós temos preços valorizados. Mas durante muitos anos, vários países deixaram de produzir commodities agrícolas por que simplesmente elas não fechavam seu custo. Os países da África não conseguem competir com o algodão americano, porque é subsidiado. O mundo está acordando para uma realidade que é a falta de alimentos. Muito poderia ter sido produzido se não houvesse subsídios europeus e americanos. Temos que buscar parceiros comerciais e começar com nossos vizinhos. Fortalecer cada vez mais o próprio Mercosul já é um passo." (Sobre o aumento da demanda mundial por alimentos)
escrito por ALFREDO KAEFER, Deputado Federal (PR) às 11:23
"Como sei que não podemos fazer uma Reforma Política ampla e geral, defendo que sejam incluídos em seu texto o fim das coligações proporcionais, a retomada da cláusula de barreira, a redução do prazo de filiação partidária de um ano para seis meses e, o melhor, a mudança no sistema eleitoral para votação distrital. Acredito que a hora é oportuna para retomarmos a discussão sobre esse assunto, especialmente porque estamos em meio às eleições municipais, momento em que nós, políticos, nos deparamos com as dificuldades impostas pelo atual sistema político". (Sobre proposta de Reforma Política discutida nesta segunda-feira entre integrantes do governo. A proposta deve ser apresentada ao Congresso Nacional após as eleições municipais)
escrito por JOÃO ALMEIDA, Deputado Federal (BA) às 11:02
"A oposição estará na Câmara para votar. Votamos 10 projetos na semana passada porque havia mais consenso. Os outros 10 projetos prioritários que ainda restam podem gerar um pouco mais de polêmica, em alguns casos. Apesar da vontade da oposição em manter o ritmo de votações e a produtividade da semana passada, imagino que não seremos tão rápidos quanto fomos." (Sobre a pauta de votações no plenário da Câmara dos Deútados)
escrito por EMANNUEL FERNANDES, Deputado Federal (SP) às 15:53